Arte e Ciência em cinzas no Brasil

 

 

Há mais de um jeito de queimar um livro. E o mundo está cheio de pessoas por aí com caixa de fósforos” - Ray Bradbury, Fahreinheint 451

 

Diante de uma tragédia, vemos novamente o resultado de um governo que negligencia a ciência, a arte e a história. O Brasil ainda está comovido com o incêndio do Museu Nacional no dia dois de setembro. Na semana de comemoração do dia do biólogo e do próprio Grito do Ipiranga, nos entristecemos com a perda de muito mais do que 200 anos história. O berço de pesquisadores, estudantes e funcionários da Universidade Federal do Rio de Janeiro queimou por falta de recursos e  por descaso com nosso patrimônio histórico e científico. Infelizmente esse não foi o primeiro. Recentemente também arderam em chamas também o museu da língua portuguesa e o memorial da América Latina. Sem verba a UFRJ não pôde fazer muita coisa. O investimento do BNDES para restauração do museu demorou cinco anos para ser aprovado e ainda não estava claro quando seria liberado. Por falta de recursos, o museu não tinha nenhuma medidas de prevenção contra-incêndio e os surtos de energia eram constantes. Infelizmente, o incêndio não é surpresa, mas uma tragédia anunciada. Sobram agora as cinzas do descaso

 

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